… e habitou entre nós!

Alguns dias atrás eu assisti um filme, “Anjos da Vida” que nos fala da vida de treinamento e riscos que corre um grupo de homens da Guarda Costeira dos Estados Unidos. Eles existem para resgatar marinheiros que correm perigo em alto mar. O lema deste grupo é “Para que possam viver”.

Eles são duramente treinados, nas piores condições possíveis de clima, temperatura, vendaval e tormentas. São treinados com um único objetivo: salvar vidas, nem que tenham que morrer para isso!

Resgate! Essa é a palavra mágica que nos dá forças e nos mantém vivos quando nos encontramos em perigo! Não importa o dia ou a hora! Seja noite ou dia, com sol ou com chuva, basta ligar para a “Emergência” e imediatamente uma viatura do Resgate, com pessoal especialmente treinado para isso virá em nosso socorro!

Resgate! É a esperança que temos e nos permite viver cada dia. Há um grupo de “anjos” especialmente treinados para guardar as nossas vidas.

Ainda que “resgate” seja a nossa garantia não consigo entender um grupo de pessoas que vivem como querem sem se aperceberem que correm tremendo risco de morte, morte eterna! Se falamos do sacrifício de Jesus na cruz do Calvário pelas suas vidas dão de ombros achando que isso é coisa antiquada e que a vida é para que possam aproveitar ao máximo! Ainda que corram risco de morte!

Resgate! Essa é a palavra mágica que se tornou realidade! Não sei exatamente o dia em que Jesus nasceu, no entanto, de uma coisa estou certo! Como diz João 1.14 “… ele habitou entre nós!”

Para muitos o Natal nada mais é do que a festa do Papai Noel! Dia de presentes! Colocam-se árvores iluminadas! Muitas luzes, muitos enfeites procurando mostrar uma alegria que é aparente! Jantar repleto de comidas e guloseimas! Risos e gargalhadas por um dia em que a criançada corre solta pela casa desfrutando os seus presentes.

É interessante notar que quando Jesus nasceu havia um rebuliço tremendo na sociedade daqueles dias! Era o recenseamento em todo Império Romano e todos tinham que se movimentar e estar em seus lugares de origem para que a ordem fosse cumprida! Muitos viajantes! Albergues e hospedarias superlotados! Assim não havia um lugar para José e Maria poderem reclinar suas cabeças. É no agito daqueles dias, onde a ordem política e militar dominava que sem o mundo perceber, uma estrela surge nos céus do oriente. Magos cruzam planícies e montanhas em busca daquele que era o prometido de Deus: o verdadeiro resgate! O Resgatador, o Goel prometido!

Ele, finalmente, habitou entre nós! Cheio de Graça e de Verdade, Jesus surge para resgatar o perdido! Ele veio, com o risco de sua própria vida, para nos livrar da condenação eterna!

Feliz Natal! Feliz Resgatador! Feliz Goel! Seja benvindo entre nós, pois Sua vida nos dá vida e a Sua morte abre os portões celestiais para que tenhamos vida eterna junto do Pai!

Ao nosso Resgatador, todo louvor, toda honra e toda Glória eternamente, Amém!

Pr Durvil Ferro Rocha

Igreja do Nazareno de Indaiatuba

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31 de Outubro

Somente fará diferença aquele que estiver disposto a pagar o preço de sua decisão. DFRocha

 É interessante notarmos que muita gente, dentro da própria igreja desconhece a realidade ocorrida em 31 de outubro. Recentemente, quando em sala de aula, em curso de teologia, perguntou-se: “O que se comemora em 31 de outubro?” Qual não foi a surpresa quando inúmeros alunos responderam, quase que em uníssono:”O dia de Halloween!”

 Parece absurdo, mas se perguntarmos às crianças o que acontece em 25 de dezembro praticamente a maioria vai dizer que é o dia do Papai Noel! Assim, fica a seguinte pergunta: “Para onde caminha a Igreja?”

Em 31 de outubro de 1517, o monge alemão Martinho Lutero, em um franco desafio às autoridades eclesiásticas da época, depois de ter pregado três sermões contra as indulgências, finalmente decide e prega na porta central da Catedral de Wittenberg suas famosas 95 teses. Este ato de Martinho Lutero nada mais era do que um convite ao debate de suas teses.

Martinho Lutero não tinha por objetivo causar uma divisão da Igreja. Pelo contrário, o seu desejo era que esta viesse a retornar aos princípios básicos e à razão pela qual o Senhor Jesus a estabeleceu sobre a terra. O objetivo central da Igreja foi, é e será o de alcançar o mundo para Jesus Cristo. Em suas próprias palavras Jesus assim afirma em Mateus 28.19 e 20: Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.”

Fazer discípulos de todas as nações e torná-los fiéis seguidores de Jesus Cristo! Salvar o mundo da desgraça pela qual tem caminhado, e levar aos perdidos uma mensagem de esperança, conforto e consolo! Essa é a verdadeira razão pela qual a Igreja existe!

Diante da situação em que se encontrava a Igreja nos dias de Martinho Lutero, este teve a ousadia de condenar a avareza e o paganismo que ocorria dentro da própria Igreja! Seu objetivo não era dividir, mas curar a Igreja de suas mazelas e desatinos!

“O que se comemora em 31 de outubro?” Como esperar que os fiéis, os velhos e os novos convertidos possam responder corretamente? Temos que constantemente lembrar a Igreja de que somos resultado da decisão de alguém lutar contra as heresias e os desvios que ocorreram e ainda ocorrem dentro da Igreja!

31 de outubro é uma data histórica onde Lutero lançou um desafio à restauração da Igreja. Foi perseguido, pagou um alto preço por sua decisão, mas não voltou atrás!

Que possamos tomar uma decisão de uma vez por todas e pagar o preço de uma vida santa, íntegra e fiel aos princípios de nosso Deus. Quando Jesus disse à mulher samaritana que Deus está em busca dos verdadeiros adoradores que O adorem em espírito e em verdade, estava lançando à igreja um padrão definido ao qual devemos revisar nossas vidas e tomá-lo para cada um de nós.

Que o 31 de outubro deste ano não seja mais “O dia das bruxas” ou então “O dia de Halloween”! Que este dia possa se tornar em sua vida o dia em que você decidiu, de uma vez por todas, ser simplesmente “Servo do Altíssimo”! Serví-lO com firmeza, pureza e santidade.

Que possamos declarar ao mundo que, a Igreja foi estabelecida na terra para conduzir os pecadores, perseguidos, abandonados, frustrados e enganados por este mundo tenebroso a uma vida verdadeiramente digna, honrando e glorificando aquele que foi, é e será eternamente: Jesus Cristo!

Pr Durvil Ferro Rocha

Igreja do Nazareno de Indaiatuba

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O irmão pródigo

“Aquele que não valoriza o seu companheiro, antes busca seus próprios interesses, certamente ficará sozinho.”

 Provavelmente esta é uma das parábolas mais pregada nas igrejas em nossos dias. Ela é convidativa e trás todos os elementos necessários para uma evangelização eficaz. Mostra a realidade do pecador e do grande amor de Deus.

Entretanto, muita coisa de grande valor encontra-se nublada, para o entendimento de muitos, por causa da cultura daquela época. Na verdade, essa parábola é muito mais profunda.

A primeira coisa que encontramos e que de certa forma tem muito a ver com os nossos dias, é a maneira como o filho mais moço trata seu pai, quando requer do pai os direitos que lhe cabe dos bens.

Temos que entender que naquela época, os bens de uma família, somente eram partilhados quando ocorria uma de duas coisas: ou o patriarca morria ou então ele acabava por se tornar incapaz de gerir os bens familiares, assim o filho mais velho, o primogênito, assumia a responsabilidade de administrar os bens. Nunca o mais moço.

Ao solicitar os bens de um pai em pleno gozo de sua capacidade mental, aquele jovem estava se rebelando contra o pai e praticamente o estava declarando incapaz ou como se estivesse morto! O que na época era uma ofensa digna de morte. Essa atitude era o mesmo que estar amaldiçoando seu pai: “você está morto”. Levíticos 20:9. No entanto o pai acedeu ao pedido do jovem.

Assim o jovem se foi. Mas há algo que nos passa despercebido nesse momento e que somente surge no final da parábola: o bezerro cevado! Qual o problema desse bezerro? O que ele teria de diferente?

Na cultura da época, quando um filho deixava a casa sem a benção paterna, era costume dar a um animal recentemente nascido o mesmo nome daquele filho. Este animal seria tratado como tal. Teria todas as atenções e regalias como se fosse o próprio filho, já que, culturalmente, jamais um filho poderia deixar a casa sem a benção paterna. Podemos ver o caso típico de Jacó em Gênesis 28:1-2.

Assim, aquele bezerro assumiu o lugar do filho que partiu! Esta é a razão pela qual ele era cuidado com todo carinho e muito bem alimentado, daí a expressão “cevado”. Ele ocupava um lugar muito importante: o lugar do filho, que fora rebelde, mas que era e continuava a ser amado pelo seu pai, por isso aquele bezerro recebera o nome do próprio filho rebelde. Todos os dias o pai, pessoalmente, cuidava daquele bezerro como se fora o próprio filho. Dava-lhe de comer, o lavava, cuidava de suas feridas, levava-o a passear, sentava-se com ele e conversava como se fora o próprio filho. Para nós isso pode parecer loucura ou invencionice, entretanto era a cultura da época, pois seu pai tinha esperança de que o filho rebelde, ainda que ferido ou mesmo morto, voltasse para casa!

O rapaz, perdido no meio do mundo, acabou por perder todos seus bens e acabou por passar tremenda necessidade. Foi trabalhar no serviço mais imundo que havia na época: cuidar de porcos! Entre os porcos queria comer da comida dos animais, mas não podia, assim passava fome!

Em condição de desespero, lembrou-se dos tempos em que vivia com seu pai. Ali havia fartura! Nem mesmo os trabalhadores de seu pai passavam necessidades!

Assim, tomou a decisão de retornar para casa! Sábia decisão!!!

Enquanto isso, em sua casa, o pai se dedicava em cuidar dos negócios da família e … a cuidar do bezerro cevado! O coração do pai continuava com o seu filho perdido!

Sempre, a tardezinha, ficava à porta da fazenda olhando ao longe, com o seu coração ardendo pelo desejo do retorno do filho amado! Hoje não veio! Quem sabe amanhã! E assim passaram-se os dias

Certo dia, ao olhar ao longe vê um pequeno vulto. Trôpego, maltrapilho, imundo, barbudo, como se fora um andarilho daqueles que costumavam passar pela fazenda. Entretanto, o pai notou algo diferente! Aquele andar… aquela forma de caminhar… era… era… sim! Era ele! Seu filho finalmente retornava à casa.

Num ímpeto de amor e carinho o pai se esquece de sua idade e desesperadamente se põe a correr em direção do filho perdido sem se preocupar com suas vestes que esvoaçavam! Gritava, clamava, cheio de gozo, porque aquele que estivera perdido retornava para casa!

Rompendo com a cultura, pois seu amor pelo filho era maior, o enlaça em seus braços! Beija-o! Chora de alegria! O filho estava imundo, sujo, nojento, cheirando mal! A lei deixava bem claro que aquele que tocasse em coisa imunda se tornava imundo! Levíticos  5.2-3

Toda imundícia, toda sujeira do filho e seu cheiro acaba por impregnar as roupas de seu pai! Ambos choravam de alegria: o pai porque reencontrara seu filho e o filho por ser recebido por seu pai! Grande gozo, grande alegria, pois aquele que estava perdido foi achado!

É neste instante que o pai dá ordens a seus servos: restaurar o filho à condição de filho com todos os direitos! Dá-lhe as sandálias (os servos andavam descalços), põe-lhe o anel no dedo significando a autoridade na casa, vestes limpas que significavam a purificação!

Agora, o pai toma a decisão mais importante e esperada por ele em todos os tempos que o filho se ausentou: ordena aos servos que tragam o bezerro cevado!

O pai poderia realizar a maior festa de todas sem que tivesse que matar um animal sequer! Necessariamente uma festa não precisaria ter carne animal, entretanto, esta festa tinha algo de especial.

Durante todo tempo da ausência do filho o bezerro ocupara o seu lugar, seus direitos, seu nome, sua posição junto ao pai. Agora, na fazenda, havia dois com o mesmo nome e as mesmas atribuições! Não poderia mais ser assim! Alguém teria que ser morto para que os direitos, a posição e as atribuições ficasse com um só: com o filho legítimo! Por isso, o bezerro tem que morrer! Para a plena restauração do filho legítimo. O bezerro pagaria com sua vida os erros, os pecados e a desgraça vivida pelo filho! Agora o filho retomava o seu lugar de direito!

O filho mais velho estivera no campo trabalhando e quando voltou para casa, ouviu a música e as danças. Assim, chamou um dos servos e quis saber o que estava acontecendo e foi informado que seu irmão havia voltado para casa.

Ele ficou indignado com aquela situação! O problema não era que o seu irmão tivesse voltado, mas o fato de que, ao matar o bezerro cevado, o pai estava dizendo a todos que estava restaurando o filho à condição anterior com todos os direitos! É isto que levou o filho mais velho a ficar indignado, pois a partir de agora ele passaria a ter responsabilidades com o seu irmão também!

Quanto ao filho mais velho reclamar com o pai de que mandara matar o bezerro cevado por causa do irmão e ele mesmo não tinha nem um cabrito para celebrar com seus amigos era pura mentira! Por quê?

O verdadeiro problema vamos encontrar na cultura local. Quando o filho mais moço pede ao pai a sua parte da herança, pela lei, o filho primogênito deveria receber porção dobrada, ou seja, como eram dois filhos, o mais novo recebeu uma porção e o mais velho recebeu duas porções. Pela lei o pai não poderia dar a porção correspondente ao mais novo e reter a do mais velho, ou seja, o pai teria que dar as porções relativas aos dois filhos, ao mais novo e ao mais velho.

Quando o filho mais velho reclama do pai por não ter um cabrito, ele tinha plena consciência que estava mentindo, pois toda a propriedade que restara lhe pertencia. Todos os bois, ovelhas, cabritos e animais lhe pertenciam! Ele não convidou seus amigos porque não quis!

O filho primogênito recebe porção dobrada por uma razão muito simples: segundo a lei, competia ao primogênito cuidar dos pais até eles morrerem. Assim temos que o filho primogênito recebe uma porção que tem por direito e recebe a segunda porção que é para o sustento dos pais enquanto viverem. Esta é a razão fundamental pela qual ele recebe porção dobrada. Quando os pais morrem, a porção paterna permanece com o filho primogênito como penhor pelo cuidado de seus pais.

Como podemos contextualizar essa parábola para os dias de hoje, levando em consideração todos os problemas culturais da época?

Bem, fica claro que o pai da parábola simboliza Deus, nosso pai eterno. O filho pródigo obviamente nada mais é do que aquele que se encontra perdido no mundo tendo a oportunidade de ser restaurado diante de Deus.

E o bezerro cevado? Quem nos soluciona este caso é João Batista quando em João 1.29 aponta para o Senhor Jesus e diz: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!”. Para que possamos passar pelos portais eternos alguém tem que morrer pela nossa condenação, pelos nossos pecados e esse alguém foi Jesus, na Cruz do Calvário.

Mas temos um pequeno problema: quem é o irmão mais velho?

Bem, podemos dizer que, nos dias de Jesus, ele representava o povo judeu que ao invés de ir e proclamar o Senhor Nosso Deus como Senhor de todos os povos, preferiram ficar restritos a Jerusalém e o Templo, sem se importar com aqueles que eram gentios e estavam perdidos!

Entretanto, quem é o irmão mais velho nos dias de hoje?

Somos nós! Lavados e remidos pelo sangue de Jesus e que agimos igualzinho aos judeus! Reunimo-nos, cantamos, louvamos, adoramos ao Senhor e proclamamos a todos que somos salvos, remidos e que iremos para os céus sem nos importarmos com aqueles que estão no mundo, sendo manipulados por satanás e com destino definido: inferno!

Somos nós ao não nos preocuparmos com aqueles que estão perdidos e clamando por socorro!

Somos nós, que como o fariseu e o publicano de Lucas 18.10, se julga mais santo do que o pobre publicano ao longe, que sem sequer levantar os olhos para o céu, clama por misericórdia ao Senhor. Nos esquecemos que, enquanto levantamos nossas mãos para adorar e louvar a Deus, há milhares, senão milhões de pessoas desesperadas levantando as mãos pedindo socorro!

Enquanto vamos para os céus, o mundo continua indo para o inferno.

Temos que deixar o nosso comodismo. Nosso individualismo, para não dizer, nosso egoísmo e proclamarmos a todos os que nos cercam que “o bezerro cevado já foi morto” pelos pecados de todos nós! É chegada a hora de salvação!

Temos que sair às ruas, às escolas, em todas as oportunidades e anunciar que Jesus Cristo é a solução para todos aqueles que Nele crerem!

Como disse Jesus em Lucas 15.7:

“Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.”

 Pr Durvil Ferro Rocha

Igreja do Nazareno de Indaiatuba

23/06/2011

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ELIAS, UM HOMEM COMO VOCÊ

2 Reis 2.1-11

1 ¶ Quando estava o SENHOR para tomar Elias ao céu por um redemoinho, Elias partiu de Gilgal (círculo) em companhia de Eliseu.

2  Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Betel (casa de Deus). Respondeu Eliseu: Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua alma, não te deixarei. E, assim, desceram a Betel.

3  Então, os discípulos dos profetas que estavam em Betel saíram ao encontro de Eliseu e lhe disseram: Sabes que o SENHOR, hoje, tomará o teu senhor, elevando-o por sobre a tua cabeça? Respondeu ele: Também eu o sei; calai-vos.

4  Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Jericó (lugar de descanso). Porém ele disse: Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua alma, não te deixarei. E, assim, foram a Jericó.

5  Então, os discípulos dos profetas que estavam em Jericó se chegaram a Eliseu e lhe disseram: Sabes que o SENHOR, hoje, tomará o teu senhor, elevando-o por sobre a tua cabeça? Respondeu ele: Também eu o sei; calai-vos.

6  Disse-lhe, pois, Elias: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou ao Jordão (aquele que desce). Mas ele disse: Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua alma, não te deixarei. E, assim, ambos foram juntos.

7  Foram cinqüenta homens dos discípulos dos profetas e pararam a certa distância deles; eles ambos pararam junto ao Jordão.

8  Então, Elias tomou o seu manto, enrolou-o e feriu as águas, as quais se dividiram para os dois lados; e passaram ambos em seco.

9 ¶ Havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti. Disse Eliseu: Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito.

10  Tornou-lhe Elias: Dura coisa pediste. Todavia, se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, se não me vires, não se fará.

11  Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.

Tiago 5.17 Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós…

ELIAS ERA PROFETA

A primeira vez que Elias é mencionado encontramos em 1ª Reis 17.1 quando diz ao rei Acabe que segundo a sua palavra não mais choveria… e não choveu por três anos e meio!

Elias era homem simples como qualquer um de nós. A diferença era que tinha um chamado de Deus, um ministério a cumprir e ele não se esquivou desse compromisso. Ser profeta nos dias de Acabe era ter problemas em sua vida, pois Acabe detestava os profetas e queria distância deles.

Elias, entretanto era um homem que tinha um profundo temor, mas uma imensa comunhão com Deus.

Qual a diferença que havia entre Elias e qualquer um de nós hoje em dia? É que Elias não somente CRIA EM DEUS! Mas ele igualmente VIVIA DIA A DIA A PRESENÇA DE DEUS!

O que significa VIVER NA PRESENÇA DE DEUS?

Como posso tornar isso realidade em minha vida?

Elias não tinha que provar para ninguém que Deus existia, pois ele tinha plena convicção disso e vivia essa realidade!

Certa vez um colega, ímpio, chegou para mim e disse-me, na frente dos demais colegas “me prove que Deus existe”! Quase que instantaneamente eu disse para ele: “posso prová-lo com a maior facilidade, mas antes você tem que me provar que Deus não existe!” Ele calou-se e nunca mais me perturbou. Temos que ser firmes no nosso crer. Temos que realmente crer com todo o nosso coração e nossa alma, pois Deus é a realidade da nossa vida!

As pessoas, movidas pelo inimigo, querem colocar você em dúvida quanto à realidade da existência de Deus, mas não aceitam que você faça perguntas que sejam comprometedoras!

Posso provar a existência de Deus, mas ele não tem como me contradizer, pois tudo o que falam são balelas, palavras ocas e vazias sem sentido. Sempre se apóiam dizendo que a ciência diz isso ou aquilo.

Viver na presença de Deus é estar constantemente em comunhão com Ele. É ler a Bíblia cada dia. É ter um tempo de oração e meditação. Quando estamos na presença de Deus o medo desaparece, a febre baixa, a angústia some e Deus se manifesta na nossa vida com uma tremenda paz! Paz que o mundo não pode dar! Paz de espírito! Paz na minha alma! Paz no meu próprio corpo. Quando temos um tempo na presença de Deus somos renovados inteiramente.

Elias era assim. Era um homem simples, como você, mas que buscava a direção de Deus.

ELIAS TINHA PROPÓSITOS NA VIDA

Deus fala com Elias e ordena que saia de GILGAL. Gilgal quer dizer “círculo, roda, as mesmas coisas”

Estar em Gilgal é viver uma vida repetitiva. Sempre as mesmas coisas. Não é quente nem frio, é morno! Não é branco nem preto, é cinza! A vida se torna uma coisa sem graça e sem sentido! É por isso que Deus manda sair de Gilgal: deixe as mesmices de todos os dias. É a novela das oito, são os mesmos fuxicos, são as mesmas fofocas na igreja e que destroem vidas, é tormento da vida repetitiva e sem sentido! Sai dela!

Deus manda Elias ir para BETEL! Betel significa “casa de Deus”. É buscar a presença de Deus: meditar, orar, ler as Escrituras. É buscar o espiritual, as coisas do alto, é colocar Deus em primeiro lugar. É trabalhar para o Reino de Deus. Dar tudo de si com um propósito definido: exaltar o nome de Jesus! Glorificar o Pai! Se deixar levar pelo Espírito Santo de Deus!

Betel vai além da nossa imaginação. A própria Biblia diz em 1 Coríntios 2:9: 

“mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.”

Esse texto já diz tudo, pois como filho de Deus jamais serei abandonado. Pelo contrário, o Senhor há de nos orientar em todas as situações da vida!

Mas Deus manda Elias ir para JERICÓ! Jericó significa “lugar de descanso, lugar aprazível, cidade das palmeiras”. É necessário trabalhar tanto materialmente para nosso sustento como espiritualmente levando a mensagem do Reino!

Mas há momentos em que Deus nos chama para estarmos quietos. Acalmarmos nossas almas. Descansarmos o nosso espírito. É momento de descanso na presença de Deus. É momento de lazer com a esposa e os filhos. É tempo de relaxar. Não há nenhum pecado nisso, pelo contrário, Deus se agrada quando cuidamos do nosso corpo, dos nossos relacionamentos bem como do nosso espírito!

Mas chega o momento em que Deus manda Elias para o JORDÃO! Jordão, rio tão cantado e conhecido em verso e prosa. Jordão significa “aquele que desce, aquele que é humilde”. É no Jordão que somos confrontados com a realidade da decisão: ser do mundo ou ser de Deus! Não há meio termo! Não existe muro!

Aliás conta-se que certa pessoa estava uma vez sentada em um muro pensando em que decisão iria tomar. De um lado os anjos clamavam para que descesse do muro e tomasse uma decisão por Jesus. Enquanto isso, do outro lado do muro os demônios estavam calados, só olhando para a pessoa. Esta, depois de olhar várias vezes para os dois lados perguntou para os demônios: “os anjos querem que eu vá para lá e vocês estão quietos sem falar nada?” Um dos demônios olhou para a pessoa, sorriu e tranquilamente disse: “Por que temos que pedir para você sair daí se o muro é nosso?” É isso meu irmão e irmã: sai do muro!

É deixar o mundo e seus prazeres e entregar-se inteiramente nas mãos do Todo Poderoso! Jordão, lugar de batismo! Jordão, lugar de morte! Jordão, lugar de ressurreição! Jordão, lugar de uma nova vida!

ELIAS ESTAVA PREPARADO PARA O MOVER DE DEUS

Só depois de passarmos pelo Jordão é que podemos ver os milagres de Deus. Depois que atravessam o Jordão Elias pergunta a Elizeu: “Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti”.

É tempo de colocarmos nossas vidas em ordem.

É tempo de termos consciência de que Deus está movendo céus e terra.

É tempo da benção e não podemos perder a oportunidade!

Elias estava pronto para o que Deus queria fazer, assim, deu a Elizeu a oportunidade de agarrar a benção!

Deus está te dando a oportunidade de agarrar a benção!

Você está diante de Deus! O Espírito Santo de Deus é quem fala ao seu coração!

Você tem que colocar a sua fé em prática! Mova-se! Saia do seu comodismo, da sua mesmice!

Você quer a benção? Não perca a oportunidade!

O carro de fogo desceu do céu e levou Elias para os céus!

O fogo de Deus vai descer! Você está preparado? Você quer a benção? Então tome posse dela.

Tome uma atitude valente. Uma decisão que só um filho de Deus pode tomar! Derrame-se na presença de Deus e Ele transbordará o seu coração com sua benção, atendendo sua necessidade, sarando sua enfermidade, solucionando seus problemas, rompendo as cadeias que atam seus pés e mãos, trazendo liberdade para sua vida.

Basta crer! Bastar exercer a sua fé! E Deus fará o milagre acontecer!

Pr Durvil Ferro Rocha

Igreja do Nazareno de Indaiatuba

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COMPAIXÃO

MT 9.27-29

27  ¶ Partindo Jesus dali, seguiram-no dois cegos, clamando: Tem compaixão de nós, Filho de Davi!

28  Tendo ele entrado em casa, aproximaram-se os cegos, e Jesus lhes perguntou: Credes que eu posso fazer isso? Responderam-lhe: Sim, Senhor!

29  Então, lhes tocou os olhos, dizendo: Seja feito conforme a vossa fé.

Quando falamos de “compaixão” sempre nos vem no íntimo aquele sentido de “sentir pena de alguém”. Entretanto, quando estudamos o ministério de Jesus vemos que toda a sua vida foi envolvida com este sentimento: “compaixão”.

Vamos encontrar, entre muitos milagres de Jesus, vários onde a expressão “compaixão” é clamada por pessoas necessitadas.

Podemos ver isto acontecendo no texto de Mateus 9.27-28, quando Jesus, depois de ter ressuscitado a filha do chefe da sinagoga, foi seguido por dois cegos que insistentemente clamavam: “Tem compaixão de nós, filho de Davi”.

Quando chegaram perto de Jesus, este lhes perguntou: “Vocês crêem que eu possa fazer isso?”. Ao que prontamente responderam: “Sim, Senhor”. Ao que Jesus respondeu-lhes: “Seja feito segundo a vossa fé”. E os cegos passaram a ver.

Nós podemos analisar essa palavra por diversos aspectos, já que nos originais, tanto hebraico quanto grego, são utilizadas várias palavras com sentido e intensidade variadas.

No texto a que nos referimos a palavra grega é “eleos”. Esta palavra poderia ser definida como “bondade e boa vontade ao miserável e ao aflito, associada ao desejo de ajudá-los”.

Ouvi certa vez alguém dizer que a palavra “compaixão” nada mais é do que ter uma atitude de ajuda ao necessitado “com…paixão”, ou seja ser transbordado pelo amor de Deus e assim deixar fluir em sua vida o intenso desejo de ajudar a quantos são necessitados. É ser um apaixonado pelo serviço do Reino!

Durante o meu ministério, tive a oportunidade de viajar por diversos países: da América do Sul, América Central e África. Descobri o quanto, nós brasileiros, somos abençoados! Na verdade o povo brasileiro não sabe o que é miséria, passar fome ou enfrentar guerra civil. Temos tantas facilidades que nós, brasileiros, não percebemos como somos agraciados por Deus!

Por esta razão sempre tivemos dificuldades em entender a profundidade dessa palavra “compaixão”. Somente nestes últimos anos, quando temos visto tantos desastres climáticos se abater sobre o nosso país, vermos morros desmoronando e invadindo e destruindo casas e matando milhares de pessoas, velhos e crianças, é que temos despertado para esta profunda atitude de Jesus para com o necessitado: ser um apaixonado, ter todo o seu íntimo voltado para o aflito, o necessitado, aquele que se encontra desesperado.

Ter compaixão é chorar por causa da desgraça do próximo, mas ser intimamente movido em fazer alguma coisa para minimizar a dor e o sofrimento do próximo.

Como será que Jesus faria, em nosso lugar, diante das inúmeras atrocidades que foram levadas ao ar pela televisão e as rádios?

Assim como Ele atendeu àqueles dois cegos de igual maneira estenderia Suas mãos para com estes tantos aflitos e oprimidos que temos visto.

Ter compaixão é mergulhar no amor de Deus e mover céus e terra para minimizar a dor do meu irmão. Muitas vezes, não temos um real para doar para um necessitado, mas temos dois braços para abraçar, apertar essa pessoa bem forte no nosso peito, chorar com ela, mas acima de tudo, estar com ela!

A compaixão nos leva a fazer alguma coisa e isso é muito importante, pois não vivemos sozinhos: precisamos uns dos outros!

A solidão mata, mas um ato de compaixão traz vida, ânimo, esperança! O aflito e necessitado irá perceber de que alguém se importa com ele! Alguém, que talvez ele nunca tenha visto, o ama profundamente!

É isso aí: compaixão é amar profundamente o nosso próximo assim como Deus o ama. Quando amamos, o aflito vai ver, através da nossa atitude, o quanto Deus o ama igualmente.

Assim como Jesus não perdeu a oportunidade de ser motivo de benção na vida daqueles dois cegos, faça o mesmo: não perca a oportunidade e seja uma benção ao seu próximo!

Durvil Ferro Rocha

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