COMPAIXÃO

MT 9.27-29

27  ¶ Partindo Jesus dali, seguiram-no dois cegos, clamando: Tem compaixão de nós, Filho de Davi!

28  Tendo ele entrado em casa, aproximaram-se os cegos, e Jesus lhes perguntou: Credes que eu posso fazer isso? Responderam-lhe: Sim, Senhor!

29  Então, lhes tocou os olhos, dizendo: Seja feito conforme a vossa fé.

Quando falamos de “compaixão” sempre nos vem no íntimo aquele sentido de “sentir pena de alguém”. Entretanto, quando estudamos o ministério de Jesus vemos que toda a sua vida foi envolvida com este sentimento: “compaixão”.

Vamos encontrar, entre muitos milagres de Jesus, vários onde a expressão “compaixão” é clamada por pessoas necessitadas.

Podemos ver isto acontecendo no texto de Mateus 9.27-28, quando Jesus, depois de ter ressuscitado a filha do chefe da sinagoga, foi seguido por dois cegos que insistentemente clamavam: “Tem compaixão de nós, filho de Davi”.

Quando chegaram perto de Jesus, este lhes perguntou: “Vocês crêem que eu possa fazer isso?”. Ao que prontamente responderam: “Sim, Senhor”. Ao que Jesus respondeu-lhes: “Seja feito segundo a vossa fé”. E os cegos passaram a ver.

Nós podemos analisar essa palavra por diversos aspectos, já que nos originais, tanto hebraico quanto grego, são utilizadas várias palavras com sentido e intensidade variadas.

No texto a que nos referimos a palavra grega é “eleos”. Esta palavra poderia ser definida como “bondade e boa vontade ao miserável e ao aflito, associada ao desejo de ajudá-los”.

Ouvi certa vez alguém dizer que a palavra “compaixão” nada mais é do que ter uma atitude de ajuda ao necessitado “com…paixão”, ou seja ser transbordado pelo amor de Deus e assim deixar fluir em sua vida o intenso desejo de ajudar a quantos são necessitados. É ser um apaixonado pelo serviço do Reino!

Durante o meu ministério, tive a oportunidade de viajar por diversos países: da América do Sul, América Central e África. Descobri o quanto, nós brasileiros, somos abençoados! Na verdade o povo brasileiro não sabe o que é miséria, passar fome ou enfrentar guerra civil. Temos tantas facilidades que nós, brasileiros, não percebemos como somos agraciados por Deus!

Por esta razão sempre tivemos dificuldades em entender a profundidade dessa palavra “compaixão”. Somente nestes últimos anos, quando temos visto tantos desastres climáticos se abater sobre o nosso país, vermos morros desmoronando e invadindo e destruindo casas e matando milhares de pessoas, velhos e crianças, é que temos despertado para esta profunda atitude de Jesus para com o necessitado: ser um apaixonado, ter todo o seu íntimo voltado para o aflito, o necessitado, aquele que se encontra desesperado.

Ter compaixão é chorar por causa da desgraça do próximo, mas ser intimamente movido em fazer alguma coisa para minimizar a dor e o sofrimento do próximo.

Como será que Jesus faria, em nosso lugar, diante das inúmeras atrocidades que foram levadas ao ar pela televisão e as rádios?

Assim como Ele atendeu àqueles dois cegos de igual maneira estenderia Suas mãos para com estes tantos aflitos e oprimidos que temos visto.

Ter compaixão é mergulhar no amor de Deus e mover céus e terra para minimizar a dor do meu irmão. Muitas vezes, não temos um real para doar para um necessitado, mas temos dois braços para abraçar, apertar essa pessoa bem forte no nosso peito, chorar com ela, mas acima de tudo, estar com ela!

A compaixão nos leva a fazer alguma coisa e isso é muito importante, pois não vivemos sozinhos: precisamos uns dos outros!

A solidão mata, mas um ato de compaixão traz vida, ânimo, esperança! O aflito e necessitado irá perceber de que alguém se importa com ele! Alguém, que talvez ele nunca tenha visto, o ama profundamente!

É isso aí: compaixão é amar profundamente o nosso próximo assim como Deus o ama. Quando amamos, o aflito vai ver, através da nossa atitude, o quanto Deus o ama igualmente.

Assim como Jesus não perdeu a oportunidade de ser motivo de benção na vida daqueles dois cegos, faça o mesmo: não perca a oportunidade e seja uma benção ao seu próximo!

Durvil Ferro Rocha

Esta entrada foi publicada em Artigos. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>